16 de jun. de 2012

Comunicalize Bairro - 1ª edição (Cidade Estrutural)

A primeira edição do programa Comunicalize Bairro, foi realizada na Cidade Estrutural, considerada uma das mais carentes do Distrito Federal. Confira as matérias sobre : moda, infraestrutura, economia e muito mais. Aqui você irá conhecer a cidade sem sair de casa!


27 de nov. de 2011

Comunicalize Bairro - 2ª edição (Águas Claras)

A segunda edição do programa Comunicalize Bairro, foi realizada em Águas Claras. Nessa que é a 20ª Região Administrativa de Brasília, a equipe do Comunicalize foi conversar com a população para saber os pontos positivos e negativos da cidade.
Confira o vídeo.

26 de nov. de 2011

Criatividade é o codinome de Águas Claras

                               
Foto: Kelly Soares
Por Kelly Soares
     Águas Claras é um Setor Habitacional de Arniqueiras, e abriga atualmente cerca de 136 mil moradores.  Falar da cidade pode trazer muitos transtornos por conta das tantas construções, mas o local também tem suas vantagens, e investe em cultura e lazer. Alguns dos programas como: Águas Claras sem drogas, oficinas de esporte e lazer; concursos objetivam uma cidade mais unida e cultural.
     O próximo evento que será realizado pela Administração regional da cidade no dia (27), é o 1 festival de teatro infantil e ambiental.  O projeto é realizado em parceria com o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), e tem como objetivo trazer o interesse pelo teatro e maior conhecimento sobre o meio ambiente.
    O evento de maior percussão até agora e mais comentado pelos moradores, é o Natal Águas Claras cidade viva.  O concurso tem como objetivo premiar o prédio mais decorado da cidade, e também resgatar o espírito natalino dos moradores.
     Em parceria com a feira da Lua está sendo lançada também uma campanha de arrecadação de brinquedos, que serão doados para as crianças no Natal.
     “A cidade passa por muitos transtornos, mas os eventos que acontecem nos deixam mais relaxados, pois temos bastantes atrativos. Há sempre um evento para alegrar os moradores”. Afirma Ana Paula moradora da Cidade há dois anos.
     Falar que Águas Claras não passa por muitos problemas, principalmente por motivo das construções, é uma mera ilusão. Mas afirmar que a cidade não é um centro de atividades e projetos criativos é um grande equívoco.

25 de nov. de 2011

O Comunicalize Bairro visita Águas Claras, confira...


      Localizada entre Taguatinga, Vicente Pires, Riacho Fundo e Park Way, á 20 quilômetros do Plano Piloto; Águas Claras escolhida pela classe média como cidade refúgio com 31,5 Km² compreende o Setor Habitacional Arniqueira, Areal, Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) e sua área central.

      Hoje conta com cerca de 140 mil moradores, sendo que 60 mil em seu centro. Oferece aos seus moradores um vasto ambiente de beleza, gastronomia, boates, clubes, praças, calçadas, jardins, uma biblioteca, galerias comerciais e outros.

      Dos seus 808 hectares, foram reservados 403 para área verde. Avenidas, alamedas e praças possuem nomes inspirados em plantas como: Araucárias, Castanheiras, Flamboyant, Ipê Amarelo, etc.




Confira os principais destaques do programa de rádio.

- Águas Claras deixa de ser bairro para se tornar uma grande cidade.

- Imóveis em águas claras custam a metade dos residenciais do Sudoeste, Asa Sul e Asa Norte.

- O twitter faz a ponte entre a população e a admistração da cidade.

Administração de Águas Claras promove evento esportivo e cultural para os moradores da cidade

Por Thamis Maia

     O mês de novembro foi marcado por eventos esportivos em Águas Claras, várias competições como Campeonato Nacional de Futevôlei, Corrida de rua entre outros. O Circuito Esportivo promovido pela administração contou com diversas atividades com futsal, vôlei, mountain bike, skate, xadrez, basquete de rua, artes marciais e diversas outras atrações. As atividades sempre voltadas para todas as idades fazem parte do projeto Águas Claras sem drogas.

     Também no mês de Novembro foi realizada a primeira Corrida de Rua de Águas Claras, que fez parte do projeto Cidade Contra as Drogas. Todos os eventos foram realizados no Parque Ecológico de Águas Claras e teve apoio do Instituto Brasília Ambiental, o IBRAM.

     Para Tércio Mendes de Sousa, vice-diretor do Colégio La Salle de Águas Claras, eventos como este são uma oportunidade da população sair de suas casas, curtirem o parque e ainda cuidar da saúde “A administração está de parabéns” diz Tércio.

     Além das atividades esportivas, também foi promovida a ação social no evento, as inscrições foram efetivadas mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível e os alimentos arrecadados foram distribuídos em duas instituições da região, a Creche Maria da Luz e o Centro Social Casa Família Murialdo, que atendem mais de 350 crianças residentes no Areal e em Arniqueiras.

     A administração regional informa que muitos projetos de incentivo aos esportes e preservação do meio ambiente já estão sendo estudados para 2012, informação que alegra a população da cidade. “Eu escolhi morar aqui, primeiramente pela grande área verde ainda conservada e por ter um parque preservado que possibilita a prática de esportes” diz Wellington Cerqueira, professor de educação física, que reside em Águas Claras há um ano e meio.

24 de nov. de 2011

Crescem os problemas de trânsito em Águas Claras

   Por Tatyane Rabêlo
Segundo informações do IBGE, nos últimos anos a população de Águas Claras triplicou e diante desse crescimento, que surpreende até mesmo especialistas, os problemas de infra-estrutura cresceram junto com a população.

     Mas quem dúvida desse crescimento não precisa nem fazer uma pesquisa aprofundada para checar a informação, basta observar o número de carros que engrossam o engarramento dos arredores todos os dias. Nos horários de pico, o trânsito se estende para além das fronteiras da região, o que afeta a vida de motoristas de outros bairros e as buzinas ficam ensurdecedoras gerando um caos total.

     O tráfego de veículos fica mais complicado pelas ruas serem estreitas. Sem ter onde estacionar, a falta de espaço para deixar os veículos gera outro problema, principalmente nas áreas comerciais.

     A advogada Ângela Cristina Viana, 47 anos, que trocou a Asa Sul por Águas Claras há seis meses reclama da dificuldade de circular pelo bairro. “O trânsito daqui é muito ruim, não imaginei que o problema fosse tão grave. Me arrependi”, comenta Ângela. Ela critica ainda a falta de segurança, pois já teve seu apartamento furtado em plena luz do dia.

     “Nas ruas, quadras, avenidas de Águas Claras sempre têm um caminhão atrapalhando, nessas horas nunca tem uma viatura da PM ou do DETRAN para resolver.” Reclama Antônio Domingo da Cruz, 67 anos.

     Os inúmeros caminhões ficam pelas calçadas e dificultam a passagem inclusive dos pedestres, correndo também o risco de causar acidentes.

     Segundo o diretor-geral do Detran, Coronel Jair Tedeschi, em reunião entre a Associação dos Moradores da cidade e autoridades públicas, já foram definidas algumas melhorias que ainda estão em andamento. No entanto até o momento a população presencia os acidentes e grandes engarrafamentos pela falta de sinalização e fiscalização.

18 de nov. de 2011

Águas Claras no topo das reclamações


Por Gabriela Ferro (fotos: Thais Braga)

Virou um problema comprar imóvel na planta. Em um ano as reclamações por atraso aumentaram 37% em todo o país, mas esse problema não está muito longe do Distrito Federal. As principais reclamações de atraso na capital federal vem dos apartamentos de Águas Claras. 
 
No entanto tudo isso pode ser evitado. No bum imobiliário que acontece em Brasília e na pressa de comprar seu imóvel os consumirores muitas vezes acabam não averiguando a segurança do investimento.

De acordo com o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil, Alan Nunes Guerra, é importante durante a pesquisa para compra do imóvel, verificar além da credibilidade da empresa a parte jurídica do investimento.

Mas o que fazer quando a construtora atrasa a entrega do imóvel? Muita gente fica na dúvida. E o que muito consumidor não sabe é que a construtora pode ser obrigada a pagar indenizações. O comprador ansioso não vê a hora de pegar as chaves e nada. Tem de esperar muito mais que o prazo previsto.

Isso aconteceu com o professor Rodrigo Sales. Rodrigo conta que já está a espera de seu tão sonhado apartamento há três meses. E pasmem, ele já estava pronto. A questão é que o imóvel não tem habite-se porque foi reprovado na vistoria dos bombeiros.

A construtora explica que os bombeiros estão exigindo um sensor que até então não era cobrado. Rodrigo diz que o prédio tem 18 andares e que eles ainda vão esperar uma nova vistoria, aprovação e habite-se até que possam se mudar para a casa nova.



                  Mas tudo isso pode ser evitado. Quando se trata de um imóvel pronto, o comprador deve analisar a certidão de ônus, que permite saber se o imóvel não tem nenhum impedimento para ser vendido, como por exemplo, se o imóvel está hipotecado ou penhorado. Essa certidão é adquirida no cartório mais próximo da área, onde o imóvel deve estar registrado.

E a certidão de processo judicial, que vai dizer se existem ações contra o vendedor do imóvel que possa prejudicar o negócio. Essa certidão pode ser obtida no site do TJDFT, http://www.tjdft.jus.br/, ou na própria justiça estadual comum.

Já na compra de apartamentos na planta a construtora deve divulgar em todo material publicitário o número do memorial de incorporação do imóvel e o cartório em que está registrado. Este documento permite saber todos os detalhes da construção e obriga o vendedor a entregar o apartamento como descrito. 
 
É impossível prever quando um imóvel será entregue com atraso, mas há indícios de que algo pode dar errado. Você pode lidar com essa situação de maneira inteligente. Veja as dicas do consultor Marcelo Nogueira, da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (AMBH):

A primeira dica é pesquisar informações sobre a empresa que vai executar a obra.
Antes de o negócio ser fechado...

Veja se a obra está autorizada

Vá a um cartório de imóveis. Peça o registro de incorporação, que diz onde será a obra e quais serão as características do imóvel (tamanho, tipo de acabamento etc.). Se encontrar documento lá, a obra está regularizada. Caso contrário, a construtora está vendendo imóveis indevidamente. Isso é proibido e pode atrasar a obra.


Conheça a construtora

Pesquise informações sobre a empresa que vai executar a obra em órgãos como o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) e o fórum da cidade ou em sites de reclamações. Quanto mais reclamações ou processos contra a construtora do seu imóvel, maiores as chances de haver problemas na obra.


Documente as promessas!

Guarde todos os folhetos de informações sobre o empreendimento, inclusive os materiais de propaganda e reproduções das plantas do futuro imóvel. Peça para que as promessas referentes ao imóvel e aos prazos de entrega sejam feitas por escrito. Assim, você terá provas para apresentar na Justiça ao pedir uma reparação.

E quando o imóvel atrasar...

Procure uma resposta

Após a data prevista para a entrega, mande e-mails para a construtora cobrando uma explicação para o atraso. Guarde as mensagens: elas provam que você procurou a construtora. Se preferir, notifique a empresa: mande uma carta pedindo explicações (pode ser escrita à mão). Registre-a em cartório para ter uma prova.


Não desista do seu negócio

Muitas construtoras preferem devolver o valor investido pelo futuro morador e vender o imóvel por uma quantia mais alta. Resista aos acordos e lute para receber as multas pelo atraso. A Justiça considera válidas multas de até 3% sobre o valor do imóvel para cada mês. Muitos contratos têm valores inferiores. Dá para corrigi-los na Justiça!

Lute por uma reparação!

Quando o imóvel atrasa, há dano moral, pois a quebra da expectativa de entrar a casa rópria gera angústia. Também há danos materiais, como os gastos extras com aluguel e contas. É possível entrar com ações de reparação na Justiça comum ou em Juizados Especiais (causas com indenização de até R$ 20 mil).

17 de nov. de 2011

Obras em Águas Claras: transtorno

Por: Elloá Soares Urbano



         Os moradores de Águas Claras reclamam do transtorno causado por um canteiro de obras na esquina da Avenida Castanheiras com a Rua 30 Norte, onde o fluxo de carros é intenso.
         Foram destinados 3.600m² para a construção de duas torres residenciais e uma empresarial com garagem rotativa. A obra começou logo após o lançamento dos edifícios, há dois meses. Com promessa de comodidade e conforto, o empreendimento, ainda em fase de escavação do terreno, tem proporcionado muita dor de cabeça para quem mora próximo.

         O terreno terminou de ser cercado na terça-feira, só que os tapumes foram colocados além do limite do lote, tendo o mesmo invadido 130m²  de área pública. A estrutura ocupa calçadas e 16 vagas de um estacionamento usado por moradores do prédio vizinho. E também acabou ‘’engolindo’’ a parada de ônibus instalada no local. A aposentada Ivanda Aguiar reclama do transtorno e vê a necessidade de ter o estacionamento. ‘’Aqui, nós temos o comércio atuante e diverso, supermercado, farmácia, academia, padaria, e etc. Todos necessitam dos estacionamentos’’.

         Só no dia 3/11, os operários conseguiram colocar um ponto provisório, a 1,5 metro da pista, com estrutura de ferro. Porém não é satisfatória, pois não protege os passageiros do sol e da chuva. Sem espaço, todo mundo é obrigado a andar na beira da pista. Os carros ficam estacionados praticamente no meio da rua.

         A diarista Fernanda Braga da Silva, 30 anos, moradora de Samambaia utiliza a parada duas vezes na semana. “Quando chove, só tem lama aqui. Está horrível. Além de ter que correr para não levar banho dos carros”, reclama. A estudante de administração Michele Sousa, 22 anos, costuma levar pelo outro sapato na bolsa. “Se eu não fizer isso, não dá. A poeira aqui é inevitável”, diz.

         A administração da cidade impôs a condição de fazer esse ponto provisório, para poderem ocupar o local por seis meses. O órgão autorizou a construtora a usar o estacionamento como apoio para as obras, mas os moradores estão sendo multados porque não tem onde colocar os carros.

         “A Polícia Militar está multando os carros dos moradores daqui. Uma vergonha, uma vez que a gente já tem esse estacionamento que é do prédio também e que serve a rua toda, e que foi invadido por conta da obra dessa construtora", indigna-se Pedro Marques, professor.

         A engenheira da obra disse que só avançou depois de ter todas as autorizações necessárias. ‘’O GDF, a administração, eles nos deram autorização para pegarmos esse espaço de área pública, só que infelizmente é um espaço que a gente precisa tomar para a construção da obra, porque só o limite do terreno não é suficiente para o armazenamento dos materiais para toda a logística de uma construção civil’’, explica-se Leticia Moro.

         É uma questão polêmica. A administração explicou que a ocupação é necessária porque o terreno em volta poderia ceder durante as escavações, colocando em risco a vida e os bens dos moradores.

21 de out. de 2011

Comunicalize Bairro cria programa de Rádio

         O Comunicalize Bairro abre mais um canal de comunicação com os nossos espectadores. Depois da criação do Blog do Comunicalize e do Programa de Televisão, nosso projeto rompe fronteiras e utiliza o rádio para aproximar o ouvinte da realidade das cidades de Brasília.


         Comunicalize Bairro em edição especial na Cidade Estrutural. Confira o primeiro programa que traz como destaques:


-O CREAS da Estrutural enfrenta dificuldades para agir contra a violência aos idosos e deficientes.


-A Organização Não-Governamental Viver é um importante ator no desenvolvimento de crianças e jovens na cidade Estrutural.


-Projeto Território da Cidadania e da Reciclagem do GDF distribui equipamentos e tendas para Cooperativas de Catadores da Estrutural.


-A Estrutural ganhou no dia do trabalhador deste ano uma Agência do trabalhador.


-E no povo fala de hoje, os moradores da Estrutural falam ao nosso administrador o que falta na cidade.


         O segundo programa está repleto de novidades:


-O projeto Ação Brasil oferece cursos profissionalizantes gratuitos aos moradores da Estrutural.
Projeto mãos que criam reforça o envolvimento das mulheres da Estrutural na questão da reciclagem de lixo.


-A Administração da Estrutural concluiu o cadastramento dos feirantes da Feira Livre.


-O projeto de vilas olímpicas foi implantado na cidade da Estrutural.


         E na edição de hoje a resposta da administração da Estrutural aos apelos da comunidade.


Confira!!!!

20 de out. de 2011

Vila Estrutural ganha moradias, drenagem e pavimentação

         A Vila Estrutural em Brasília, antigo “Lixão da Estrutural”, está recebendo do Governo do Distrito Federal (GDF) um tratamento de cidadania. No local, estão sendo construídas 1.290 unidades habitacionais em alvenaria estrutural com blocos de concreto, através de projeto desenvolvido pela ABCP CO, de autoria do engenheiro Gilson Marafiga Pedroso.

         O projeto das casas inclui uma área construída de 50 m2 distribuídos em dois quartos, banheiro, cozinha e sala, já entregue ao morador com todo o acabamento necessário, inclusive pintura, as moradias serão gratuitas para aqueles que ganham até três salários mínimos por família.

         A classificação dos beneficiados para a entrega das chaves segue os critérios habitacionais de outros programas do governo, como por exemplo: não ter outro imóvel, ser morador do Distrito Federal há mais de cinco anos, entre outras exigências.

         Além da construção das moradias, a Vila Estrutural está passando por um plano de urbanização, com ruas internas executadas com pavimento intertravado e que vai beneficiar mais de 35 mil moradores. Três são as fontes de investimento: verbas do Governo Federal, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Banco Mundial (BIRD) e do GDF.

         As transformações na Vila Estrutural incluem também infraestrutura, saneamento, pavimentação, melhorias no sistema viário e implantação de equipamentos públicos. O projeto prevê ainda a instalação de escolas, posto policial, posto de saúde, hospital e centro de atendimento ao idoso, ao total, são mais de R$ 300 milhões investidos em melhorias.

         Para o escritório regional Centro-Oeste da ABCP, este projeto consolida a implantação de vários sistemas à base de cimento propostos à Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB), para atender os programas habitacionais de baixa renda, disseminado em várias outras localidades do Distrito Federal.

Diga adeus ao lixão

         Em 2008, o governo do DF terá como desafio desativar o lixão da Estrutural que diariamente recebe mais de mil toneladas de lixos, o lixão foi do início da ocupação, na década de 70.

         Atualmente, cerca de dois mil catadores de lixo vivem dos restos do lixão e aproximadamente 600 deles não apenas trabalham com o lixo, mas moram na vila, para estes, a moradia está garantida pelo projeto SEDUMA.

         Mas o lixão vai ter de sair, pois não suporta mais a quantidade de resíduos produzida no DF e está provocando, de acordo com estudos realizados pela Universidade de Brasília, contaminação dos mananciais hídricos da região.

         Além disso, 535 famílias ergueram barracos em cima do antigo aterro, uma região contaminada, de alto risco á saúde humana, e que, por isso terá de ser desocupada.

         O novo aterro sanitário ainda tem local definido, mas a SEDUMA estuda uma área entre Taguatinga e Samambaia, que poderia atender á demanda pelos próximos 12 anos.

         A desativação do lixão deverá ocorrer em dois anos, até que o novo aterro já esteja em funcionamento, até lá, no entanto, os caminhões não precisarão mais passar por dentro da Estrutural.

         O GDF está construindo um anel viário, chamado de Via Contorno, que delimitará a vila, a previsão é de que o anel esteja concluído em julho deste ano.

Era uma favela, hoje uma cidade

         O sonho de Antônio Raimundo, 32 anos, é dormir e só acordar daqui a dois anos. O prazo é longo, mas segundo ele, vale a pena, em dois anos, a Vila Estrutural que a segunda maior favela do Distrito Federal, com cerca de 38 mil habitantes vivendo em condições subumanas estará completamente urbanizada, com rede de esgoto, pavimentação, três escola, centro de saúde 24 horas, posto policial. “Nossa qualidade de vida vai mudar para 1.000%”, comemora Antônio morador da Estrutural há 13 anos, desde quando a invasão começou.

         Com recursos do Banco Mundial e do Governo do Distrito Federal (GDF), o valor total do investimento será de U$ 115 milhões, sendo U$ 57 milhões do empréstimo do Banco Mundial, a Estrutural deixara de ser favela para se transformar em vila urbanizada, com moradia decente.

         A regularização será de acordo com o Estatuto das Cidades, que prevê a legalização de áreas de interesse social, ninguém poderá habitar em moradias menores do que 65 metros quadrados. Que ninguém atualmente ocupa barracos abaixo dessa metragem será transferido para outro setor, na Estrutural, com lote adequado.
         Em média, os terrenos têm 96 metros quadrados e os moradores que comprovem o início da ocupação entre novembro de 2011 e janeiro de 2012 terão direita a titulação.

         A idéia do projeto de urbanização sob responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SEDUMA) é não mexer na Estrutural já montada.Onde foram abertas ruas, haverá a pavimentação e as casas ficarão onde estão, exceto as que estiverem no caminho do anel, viário obra que vai contornar a Estrutural.

         “Não vamos dar concessão de uso, mas a titulação, fato inédito no DF, as pessoas serão donas dos lotes e poderão fazer o que quiserem”, explica Maria do Carmo Bezerra, coordenadora do projeto Brasília Sustentável, responsável pelo processo de regularização da Estrutural. “E para nós, o grande desafio será dar autonomia a elas e evitar a especulação imobiliária que poderá se instalar após a regularização”, diz.
         Cerca de 800 famílias serão removidas, ou porque estão em áreas inadequadas ou porque vivem sob condições de indignidade. Para elas, serão construídas 1.300 casas, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Uma 18ª quadra será criada, hoje a Estrutural tem 17 quadras, para receber essas pessoas.

7 de out. de 2011

Trabalhadores não faltam!



         A XXV Região Administrativa do Distrito Federal -  Estrutural -  é uma cidade jovem com cerca de 25.732 habitantes. A área comercial cresce e, se expende de acordo com o crescimento da cidade. Nesta RA existem muitas pessoas autônomas que fazem parte dessa força de trabalho.
         Em uma visita a cidade, alunos do 6° e 5° semestre de jornalismo da Faculdade Anhanguera de Brasília, poderam interagir e admirar estas pessoas trabalhadoras que sobrevivem de forma honesta.
         Cosmo Damião é exemplo, trabalha vendendo suco na cidade em que é morador há 10 anos e do qual foi um dos primeiros habitantes. ”Moro no centro de Brasília, trabalho na Estrutural  vendendo sucos de frutas 100% naturais, aqui sobrevivo do meu trabalho, sou grato a minha cidade”.
        Além de trabalhar na Estrutural, Damião vende suco em eventos e feriados nacionais e diz que, “quanto menos chover, melhor”. A aluna Thamara Martins que comprou um suco geladinho, aprovou a qualidade, e comentou “São pessoas trabalhadoras como Damião que fazem  os pontos positivos da cidade de sobressair aos negativos”.