Por: Elloá Soares Urbano
Os moradores de Águas Claras reclamam do transtorno causado por um canteiro de obras na esquina da Avenida Castanheiras com a Rua 30 Norte, onde o fluxo de carros é intenso.
Foram destinados 3.600m² para a construção de duas torres residenciais e uma empresarial com garagem rotativa. A obra começou logo após o lançamento dos edifícios, há dois meses. Com promessa de comodidade e conforto, o empreendimento, ainda em fase de escavação do terreno, tem proporcionado muita dor de cabeça para quem mora próximo.
O terreno terminou de ser cercado na terça-feira, só que os tapumes foram colocados além do limite do lote, tendo o mesmo invadido 130m² de área pública. A estrutura ocupa calçadas e 16 vagas de um estacionamento usado por moradores do prédio vizinho. E também acabou ‘’engolindo’’ a parada de ônibus instalada no local. A aposentada Ivanda Aguiar reclama do transtorno e vê a necessidade de ter o estacionamento. ‘’Aqui, nós temos o comércio atuante e diverso, supermercado, farmácia, academia, padaria, e etc. Todos necessitam dos estacionamentos’’.
Só no dia 3/11, os operários conseguiram colocar um ponto provisório, a 1,5 metro da pista, com estrutura de ferro. Porém não é satisfatória, pois não protege os passageiros do sol e da chuva. Sem espaço, todo mundo é obrigado a andar na beira da pista. Os carros ficam estacionados praticamente no meio da rua.
A diarista Fernanda Braga da Silva, 30 anos, moradora de Samambaia utiliza a parada duas vezes na semana. “Quando chove, só tem lama aqui. Está horrível. Além de ter que correr para não levar banho dos carros”, reclama. A estudante de administração Michele Sousa, 22 anos, costuma levar pelo outro sapato na bolsa. “Se eu não fizer isso, não dá. A poeira aqui é inevitável”, diz.
A administração da cidade impôs a condição de fazer esse ponto provisório, para poderem ocupar o local por seis meses. O órgão autorizou a construtora a usar o estacionamento como apoio para as obras, mas os moradores estão sendo multados porque não tem onde colocar os carros.
“A Polícia Militar está multando os carros dos moradores daqui. Uma vergonha, uma vez que a gente já tem esse estacionamento que é do prédio também e que serve a rua toda, e que foi invadido por conta da obra dessa construtora", indigna-se Pedro Marques, professor.
A engenheira da obra disse que só avançou depois de ter todas as autorizações necessárias. ‘’O GDF, a administração, eles nos deram autorização para pegarmos esse espaço de área pública, só que infelizmente é um espaço que a gente precisa tomar para a construção da obra, porque só o limite do terreno não é suficiente para o armazenamento dos materiais para toda a logística de uma construção civil’’, explica-se Leticia Moro.
É uma questão polêmica. A administração explicou que a ocupação é necessária porque o terreno em volta poderia ceder durante as escavações, colocando em risco a vida e os bens dos moradores.

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